Até hoje discutimos se o coração é mais sábio que a razão. Pensar apenas com o coração faz da gente uma pessoa tola e cega, que aceita qualquer condição a troco de paixão e companhia. Pensar apenas com a razão nos torna uma pessoa sem sentimentos e individualistas... Como podemos olhar só para o nosso próprio umbigo e não ligar para o sentimento do próximo, se estamos juntos com mais seis bilhões? Então essa questão existe com uma resposta conjunta, pois o coração não funciona sem a razão e vice-versa.
Nós, seres humanos adoramos esconder nossas vontades atrás da razão, porque achamos o cérebro sempre mais inteligente do que o coração e assim fazemos só a razão agir em nossas ações, esquecendo que é o coração que recebe a reação.
Chega num certo instante que nosso pobre coração vira o cérebro, nos toma conta e nos faz cometer o que tínhamos vontade a muito tempo, e depois que revelamos de certa forma tudo aquilo que estava escondido, voltamos a pensar com a razão... E é logo em seguida disso que vem o arrependimento. Repito que lembrar é fácil pra quem tem memória, mas esquecer é difícil pra quem tem coração. E é nesse joguinho de tentar fazer o cérebro agir só, que nos iludimos mais uma vez.
Escondemos nossa dor em bebidas, porque elas nos fazem esquecer tudo por algumas horas... Mas só por algumas horas, até alguém ou algo te fazer relembrar da tal dor que você disfarça tão bem no rosto. E a bebida que antes fazia aquele efeito que você tanto queria no dia-a-dia, chega de um jeito diferente, mas bom. As revelações de uma pessoa porre são os seus pensamentos mais profundos estando sóbria, e desse jeito você envolve outra pessoa nessa confusão que você faz consigo mesmo.
E assim no outro dia, na outra semana, talvez a gente consiga adormecer o que passou, o que tem pensado, o que fez... E volte nos dias em que tem levado... Até o coração precisar esvaziar outra vez a dor da reação do nosso cérebro solitário, e começar tudo de novo me fazendo escrever mais uma vez.
