segunda-feira, 2 de agosto de 2010


É engraçado como mundos podem ser desabados em minutos, como rios podem transbordar e corações podem parar.
A consciência é incrível, a saudade dói mais quando sabemos que a distância é maior.
Carência se torna a carne, a pele.
Palavras... se tornam necessidade aos ouvidos. De amor.
Raiva, as vezes facilita.
Amor, já nem sei.

Todos os sentimentos no estômago.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ama sabe quem

Sabe quando nós ficamos sem rumo,
Sem saber se o próximo passo é para direita,
Para a esquerda, se o melhor é ficar parado
Ou correr pra qualquer canto.

Quando não achamos palavras, frases, verbos...
E na verdade nós queremos o eufemismo, mas
Acabamos na hipérbole de uma dor profunda.

Perguntando-nos quando o fim vai ter fim,
Quando o ‘pause’ vai deixar de existir
E tudo enfim prosseguir.

O tempo começa a correr parado,
Ou somos nós que tentamos andar com
Passos largos em cima dos segundos.

O que são minutos? O que são horas?
O que são dias? Tudo se resume
Numa palavra de extrema importância
E exclusividade: Saudades.

Ai você chora tudo e bebe de novo
Em três doses.
Nunca é o suficiente...

Quem ama sabe.

(Para meu eterno amado, Lopo)