domingo, 17 de janeiro de 2010

Ama sabe quem

Sabe quando nós ficamos sem rumo,
Sem saber se o próximo passo é para direita,
Para a esquerda, se o melhor é ficar parado
Ou correr pra qualquer canto.

Quando não achamos palavras, frases, verbos...
E na verdade nós queremos o eufemismo, mas
Acabamos na hipérbole de uma dor profunda.

Perguntando-nos quando o fim vai ter fim,
Quando o ‘pause’ vai deixar de existir
E tudo enfim prosseguir.

O tempo começa a correr parado,
Ou somos nós que tentamos andar com
Passos largos em cima dos segundos.

O que são minutos? O que são horas?
O que são dias? Tudo se resume
Numa palavra de extrema importância
E exclusividade: Saudades.

Ai você chora tudo e bebe de novo
Em três doses.
Nunca é o suficiente...

Quem ama sabe.

(Para meu eterno amado, Lopo)