Sabe quando nós ficamos sem rumo,
Sem saber se o próximo passo é para direita,
Para a esquerda, se o melhor é ficar parado
Ou correr pra qualquer canto.
Quando não achamos palavras, frases, verbos...
E na verdade nós queremos o eufemismo, mas
Acabamos na hipérbole de uma dor profunda.
Perguntando-nos quando o fim vai ter fim,
Quando o ‘pause’ vai deixar de existir
E tudo enfim prosseguir.
O tempo começa a correr parado,
Ou somos nós que tentamos andar com
Passos largos em cima dos segundos.
O que são minutos? O que são horas?
O que são dias? Tudo se resume
Numa palavra de extrema importância
E exclusividade: Saudades.
Ai você chora tudo e bebe de novo
Em três doses.
Nunca é o suficiente...
Quem ama sabe.
(Para meu eterno amado, Lopo)
domingo, 17 de janeiro de 2010
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