quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Desordem


Minha alma é um poço d'água,
água que choro para dentro,
invadindo minh'alma,
aprisionando-me em sofrimento.

Óh, miserável aquele que brincou
com meu
puro,
primeiro amor.
Meu jovem coração, que dor
tamanha aquela não merecia não.
Com o coração na mão fiquei,
chorei.

(...)

E a água que molhou minh'alma,
molhou junto o coração.
Palpitou, palpitou.
Desistiu, e alí se fechou.

E o tempo foi passando,
alma inundada,
coração em meio d'água
enferrujou.
Ninguém o tirou. Parou.